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Florianópolis, te queremos com senso de realidade

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Que tal construirmos uma Florianópolis nos moldes de uma cidade real?Numa cidade-classe-média-pensante? Sem os exageros de Jurerê Internacional e do Il Campanário, mas também sem a violência, sem a miséria que tem se instalado em alguns nichos da cidade, sem mortes violentas de cidadãos nativos e de turistas.

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No caso de Florianópolis, juntamente com os filhos da terra, os turistas também são a alma da cidade. E qual a alma que queremos para Florianópolis? Dizem que cada cidade, cada lugar, cada lugarejo tem seu espírito, tem um gênio que permeia tudo e que em tudo imprime sua natureza essencial e impalpável.

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O escritor ingles Somerset Maugahm disse uma vez  que Mônaco era um lugar ensolarado de gente sombria. À parte, queremos comentar que achamos que, em se tratando de beleza naturais (bem entendido) Florianópolis é mais bonita e ensolarada do que Mônaco. Claro, Mônaco é Mônaco, mais rico, imponente e poderoso. Não percamos a noção de realidade, ok? Mas,  quanta gente sombria já se instala nessa nossa ilha ensolarada, não? Quanto dinheiro mal havido compra mansões por aqui?  Quantas transações mal explicadas e licitações nebulosas resultam em construções em mangues e áreas de preservação, que a rigor não poderiam ser tocadas?

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Por outro lado, isto aqui está se tornando um reduto de celebridade deslumbradas, mal resolvidas, imprimindo certo matiz de valores tortos, onde a aparência e o dinheiro é o que contam. Claro que esta gente endinheirada é bem vinda. Precisamos do dinheiro deles. Mas de certo estilo de vida que alguns exibem não estamos fazendo questão. Resulta, então, que é desejável que aprendamos a separar as coisas. Nós temos a realidade da nossa cidade, que pode acontecer de não ser exatamente a realidade da vida dos turistas e moradores ocasionais que frequentam aqui temporariamente (alguns, não todos). Aqui, aqui em Florianópolis, na Florianópolis das nossas vidas reais, o desejável é sedimentar uma classe média criteriosa e bem estruturada, que entenda o que é real e o que não é. Que saiba que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Que saiba que o dia-a-dia da cidade é vida real e é para a vida real que a cidade tem que ser estruturada também e principalmente, não só para os turistas.

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Preservemos Floripa

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